9 de nov de 2010

O Perigo do Pendrive

A cada oito ataques de malware, um veio por dispositivo USB:
Atenção! Sem os devidos cuidados, pendrives podem ser uma ótima fonte de propagação de pragas virtuais.
A AVAST Software, renomada empresa de programas de segurança, em uma de suas pesquisas, detectou que a cada dia cresce o número de ataques de malwares em dispositivos de armazenamento USB. A estatística aproximada é de que um a cada oito ataques (13,5% do total) é efetuado por meio deste tipo de aparelho.

Atualmente, os pendrives e outros dispositivos de armazenamento USB são ferramentas muito práticas para carregar dados e programas para qualquer lugar no qual eles sejam necessários. Eles representam uma mídia muito mais confiável e segura do que os antigos disquetes e mais prática do que os CDs ou DVDs devido ao manuseio mais simples.

Porém, com tanta praticidade veio também um problema. Como às vezes eles acabam passando por uma série de computadores diferentes, podem ser uma das formas de propagação de vírus e pragas. Especialmente se for considerada a função de execução automática (“AutoRun”) que normalmente está habilitada nas máquinas.

Essa função característica do Windows é responsável por avisar o usuário que o computador encontrou um dispositivo USB, bem como perguntar que ação ele deseja tomar (abrir pasta, exibir como slideshow, etc.). Embora seja uma ferramenta útil, se o pendrive estiver contaminado, ela auxilia a propagação da infecção antes do antivírus ser acionado.

Isso ocorre especialmente quando o dispositivo de armazenamento USB está infectado pelo que a AVAST chama de “INF:AutoRun-gen2[Wrm]” (termo genérico para malwares que atacam via USB por meio da função AutoRun, como faz o Stuxnet).

Para agravar ainda mais a situação, como uma verificação completa no computador demora, a maioria dos usuários opta por uma rápida, ou simplesmente não a fazem, o que auxilia a manter o malware livre de detecção.

Embora a forma mais comum de contágio seja por pendrives, outros aparelhos, como PSPs, câmeras digitais e telefones celulares, não estão imunes a se tornarem portadores de pragas virtuais. Uma vez no computador, os malwares fazem cópias de si mesmos no núcleo do Windows e podem se replicar a cada boot do sistema.

Prevenção

Como 60% dos malwares podem ser transmitidos via USB e não há uma forma de se evitar contato com tais dispositivos, as dicas para prevenção continuam as mesmas. Mantenha sempre um antivírus atualizado no computador e sempre efetue uma verificação antes de executar ou abrir documentos a partir de um pendrive.

Você pode levar cinco minutos a mais para ver o conteúdo dos arquivos, entretanto, estará se prevenindo contra infecções em seu computador.

autor: Ana Paula Sedrez de Souza Pereira

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