12 de mai de 2010

Apenas 2% dos Domicílios Rurais Têm Internet

Apenas 2% dos domicílios rurais têm acesso à internet no Brasil:
Cerca de 31 milhões de brasileiros moram em áreas rurais, região que concentra também 5,2 milhões de estabelecimentos de agropecuária, mas apenas 2% dos domicílios rurais têm acesso à internet. Os dados são de uma pesquisa que está sendo feita pelo Sindisat (Sindicato Nacional das Empresas Operadoras de Satélites) e foram apresentados hoje pelo presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, durante o RuralMax -- Congresso Brasileiro de Telecomunicações Rurais realizado pela Abrater.

Tude destacou que dos mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários, cerca de 70% tem energia elétrica, 46% têm TV com parabólica, 26% TV com antena comum, mas apenas 3,5% têm computador e os acessos à internet somam apenas 75 mil. "A penetração da internet nesses estabelecimentos é baixa mesmo nos estebelecimentos cujos dirigentes tem nível superior", destacou Tude.

Para os participantes do evento, que reuniu fabricantes de equipamentos e provedores de tecnologia, a melhor solução para a expansão do acesso à internet nas áreas rurais é a adoção de tecnologias sem-fio, sejam terrestres ou por satélite. O diretor de relações governamentais da Qualcomm, Francisco Giacomini Soares, defendeu a destinação da faixa de frequência de 450 MHz para a expansão dos serviços. "É a mais adequada, uma vez que a baixa frequência tem capacidade maior de atendimento", comentou, informando que uma estação radiobase em 450 MHz cobre uma área de até 50 quilômetros.

"O Plano Nacional de Banda Larga, que acaba se der anunciado pelo governo, deve motivar o uso da faixa de 450 MHz no Brasil", defendeu Soares, que também reivindica a cobrança de um preço simbólico do espectro de frequência, para que o serviço possa ser oferecido a preços baixos, com capacidade e qualidade. Citou como exemplos o Peru e o México, países que incentivaram as operadoras a construirem redes para operar na faixa de 450 MHz para a oferta de voz e dados.

fonte: Portal do Consumidor

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